Transmitir a clínica psicanalítica - Freud, Lacan, hoje

Érik Porge
A constituição de uma verdadeira clínica específica é um dos maiores desafios da psicanálise, caso ela não se queira ver reduzida a uma forma de psicoterapia, de antropologia, talvez de filosofia. Razão pela qual essa especificidade não tem sentido a não ser que dela se possa transmitir alguma coisa. A transmissão da clínica faz parte da própria clínica e trata-se de encontrar a justa medida entre a clínica e o que dela se transmite. O método constitui essa medida. É possível fazer a lista de múltiplas vias de transmissão: pelo analisante, dentro e fora do tratamento, pelas supervisões... e pelas publicações dos analistas. É essa última via que será explorada aqui. Para Freud, o relato do caso, romanesco, constituiu o lugar em que se devia encontrar a verdade do paciente e o saber que nela se transmitia. Mas Freud encontrou contradições. Quanto a Lacan, ele não publicou casos, mas fez de seu estilo um trunfo portador de um valor clínico e de um método que permitiam à clínica sair de certas dicotomias, como teoria–prática ou individual–coletivo, que a enclausuravam nos modelos psiquiátricos ou sociológicos. Por meio de seu ensinamento, Lacan abriu uma via para a invenção clínica especificamente analítica, cujas primeiras balizas Érik Porge propõe aqui.
Disponibilidade
Em estoque
R$60,00
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Mais Informações
Editora Unicamp
ISBN 978-85-268-0863-8
Edição 1
Ano 2009
Páginas 264
Formato 14 X 21 cm
Idioma Português